Minha visão de politica eu julgo que deva ser a mesma de todo chefe de familia de classe média, eu por exemplo, sempre sonhei com a vida que tenho hoje (logico, que podemos dar umas adornadas na figura atual, um carro novo, uns quilos a menos, mas deixapralá), sou um consultor de tecnologia com relativo progresso na minha carreira, sou muito bem casado, moro em uma casinha num bairro tranquilo, em suma tudo que qualquer pessoa quer aos 40 anos eu tenho ao 24 anos. E como todo bom classe média faço questão de receber meu jornal do fim de semana na porta de casa, faço questão de me manter muito informado, e uma das coisas que me irritam muito é a forma apolitica que a sociedade classe média teima em manter, e pior se abster, em muitos casos, do direito de informação.
No jornal de domingo sempre aparecem as noticias com as figuras dos escandalos semanais ou em alguns casos já anuais, que sempre acabam em pizza ou permanecem semanalmente indo e voltando das manchetes da midia nacional, eu particularmente leio por um desejo compulsivo de estar informado, não suporto conversar com pessoas e sobre assuntos que porventura eu desconheça, não suporto me sentir por fora, mas o que me anima nos fins de semanas sem duvida são os editorias da Folha de São Paulo meu jornal de preferencia desde garoto, desde Suzuki, eu gosto de enxergar a realidade pela percepção de grandes pensadores como Antonio Ermirio, Coni, e em suma é imprescindivel aceitar que o Brasil é o futuro das potencias mundiais, e isso tudo é um resultado dos ultimos governos, da politica PSDBista que foi a redentora da politica economica interna e a PTista de continuidade e sem duvida nenhuma de melhorias e adaptações sem precedentes.
Mas dentro das ultimas decisões a cerca de nossos vizinhos e sobre politica internacional li um editorial muito importante que dizia que o Brasil se assemelha a mãe que briga sempre e se nega, mas no final cede pra evitar dor de cabeça maior, nós vivemos um mundo de problemas mundiais que pouco influem no cotidiano do pai de familia brasileiro, a crise mundial de alimentos, puxado pela politica teimosa de etanol dos EUA, o crescimento do consumo classe média em paises extremamente populados (leia-se que para 1kg de carne consome-se 7kg em cereais), o Brasil é uma potencia, com varias ressalvas, mas o proprio termo já define, potencia, o que tem poder, em uma das definições e que eu acho mais cabivel neste caso, o que tem capacidade de realizar, mas existe um fator que pra mim, que ainda escrevo sobre a alcunha de Lug Brasil, apelido e nome artistico de quando me arriscava na boemia tocando em barzinhos, acho que falta estadistas e nacionalista e lideres com "culhões", é isso mesmo "culhões", os culhões de estadistas e nacionalistas, como Duque de Caxias, Prudente de Morais, Ulisses guimarães, Betinho, entre outros que preferiam ver o mundo daqui do nosso marivilhoso litoral, que é muito mais divertido.
è só olhar o caso com Evo Morales, e a nacionalização do gás, o caso era tão proibitivo que o próprio povo boliviano está indo contra seus chefe de estado, o nosso populista e popular Lula, que chamou o Boina Vermelha, Hugo Chavez de Heroi, agora a cessão de energia para Argentina, que em primeira instancia foi negada em todos os meios de comunicação pelo governo, e um que me assusta um pouco mais a nova politica com Paraguai que é nosso parceiro a decadas na usina de Itaipu e querendo mostrar serviço e defender os direitos de seus concidadãos começa a querer rever o contrato sabe o que mais para favorecer sua patria, a falta de um estadista que faça o mesmo por nós ainda me aflige e não vejo perspectiva a médio prazo para que isso se resolva dentre o senário nacional politico.
Somos uma republica em acensão, talvez com um crescimento ainda muito comedido, mas autosuficiente em relação a grandes paises do velho continente, a falta dessa figura no cenario de corrupção e diz-que-me-diz de cartões corporativos, e boca do lixo (referencia a Gregorio de Matos) do BNDES, espera-se que se surja essa figura que venha nos arrebatar de nossa sonolência e transporte para os corações brasileiros o amor e patriotismo olimpicos para os dia-a-dias de politica e defesa do interesse e satisfação nacional de estar no maior país do novo mundo, ou de uma nova ordem mundial.
Obrigado, UOL - Autor(Marcelo Tas)
Há 15 anos
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